quarta-feira, 23 de março de 2022

O drama do paladino do amor...

Terminei o ano de 2021 escrevendo sobre a nova montanha a ser conquistada, o voltar pra base, nada mais justo que o primeiro texto de 2022 (bem atrasado aliás), ser um dos primeiro capítulos dessa nova história. Tenho ainda um rascunho focado 100% nesse assunto, mas esse aqui merece vir primeiro por ainda estar no cenário apoteótico que o representa, pra variar, esse é o drama do paladino do amor.

É difícil colocar em palavras o que eu não consigo entender nem na minha cabeça, mas pegando uma carona com coisas que eu já escrevi no texto do Darling in the Franxx por exemplo, uma das principais etapas da volta pra base era ter aquele sentimento de estar apaixonado, e toda a parte do romantismo épico que eu escrevi naquele texto. Com isso que nas últimas semanas o meu ímpeto do romantismo aumentou, e eu resolvi sair do que era a minha zona de conforto, acabando assim sendo canonizado como o último romântico do mundo, e ainda melhor como o paladino do amor, muita representatividade, mas com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

Eu gostei desse título porque na insanidade da minha cabeça, como paladino seria defender esse sentimento e tentar fazer com que todos a minha volta consigam se entregar a ele, então pra minha meta de vida que sempre foi a de ser o everyday hero, esse título foi memorável. Afinal de contas nada melhor do que a fanfic que você imaginou na sua cabeça acontecer de fato na vida real, mas é impossível não viver o drama da frustração e do fracasso quando isso não acontece, e pior que não acontecer nos outros é não acontecer com você mesmo.

E de tanto esperar por esse sentimento como eu escrevi no texto do Darfra, depois que eu resolvi cultivar aquele que eu já tinha, ele explodiu numa obsessão insana, cresceu num sentimento que não cabe em mim por isso eu preciso externalizar ele pra qualquer um, mesmo sendo algo totalmente inefável como esse texto, e dar voz a esse sentimento foi algo extremo, foi bom ver como eu me sentiria sentindo isso depois de tanto tempo, com uma personalidade completamente mais insana do que eu era antigamente, e cada vez mais talvez não tendo muito a perder, na fé cega de que o amor irá vencer.

Com a dor e o drama, e a adrenalina e a sensação de estar vivo, paira essas perguntas "Eu devo desistir pra um dia ser feliz? Ou devo resistir? Eu devo insistir?". Mas mesmo com toda essa cólera que talvez não faça o menor sentido, essa música do Fresno sem dúvidas diz muito agora, já que sim, provavelmente eu não sei amar, pois sabendo, eu não estaria sofrendo e ainda por cima escrevendo, ao invés de falar. E em busca do épico, em busca da loucura, em busca de ser o herói do cotidiano, em busca de ser o paladino do amor mesmo que isso custe esse sentimento a mim mesmo. Não, não eu não vou desistir assim, não.


Obrigado por ter lido, fique bem,
O seu amigo, Bátima

Nenhum comentário:

Postar um comentário