Mais atrasado do que nunca, vinte e um! Depois de uma enorme dificuldade pra conseguir começar o texto de aniversário, quase um mês depois, cá estamos, pra manter a tradição e seguir com o que eu tenho de mais importante, chegamos no blackjack do baralho, a maioridade nos EUA, e com justiça no ano em que eu mais me senti adulto nessa vida.
Confesso que assim como escrevi no ano passado que nunca imaginei fazer 19, ou 20, também nunca me vi com 21 anos, eu me sinto numa mistura de estoico com niilista nessa parte da vida, como se os anos a minha frente não significassem mais muita coisa. Se 2020 foi o ano da redenção, esse seria um ano do seguimento, como eu mesmo disse ano passado que seria o inicio de uma nova era, cá estamos no percurso dessa era, o meio do caminho eu diria, pelo menos acredito que o meu eu do ano que vem terá decisões maiores para serem feitas.
As coisas cada vez mais se tornam místicas de uma forma não muito pertinente, minha festa de aniversário dos 21 anos foi o que eu desejava a muito tempo, com pessoas importantes em que eu sei que posso contar ao meu lado, uma playlist pra lá de excêntrica que é a minha cara, e mesmo assim, não sei se foi o suficiente. Não sei se é justo exprimir esse sentimento em um texto que deveria ser especial e contemplativo, mas é dessa forma que me sinto ultimamente, assim como disseram a minha pessoa que provavelmente eu nunca estava satisfeito com nada, e justamente, essa deve ser uma das minhas características mais gritantes, não sei qual o rumo em que as coisas estão tomando, e ainda me sinto vazio, mas de uma forma incrivelmente niilista e que parece não se importar com as coisas.
Passado o desabafo, eu já consigo sentir que esse é um dos textos em que eu vou descordar dele no futuro, provavelmente essa será a vibe dos próximos textos que eu ainda preciso fechar pra terminar o ano, mas é disso que esse blog vive, da vida real. Mantendo a tradição, apesar do texto mais curto, esse foi um ano grandioso, pude voltar a sentir coisas que não sentia a algum tempo, e me firmei mentalmente como já disse nos momentos em que mais me senti como adulto, cada vez mais sinto aquele pequeno gafanhoto dos textos de 2018 pra trás mais longe, e sinto saudades dele, sei que ele ainda está vivo dentro de mim, tudo o que eu preciso fazer é encontra-lo.
Curiosamente esse é o meu recado para o meu eu do próximo ano, depois de muito tempo com o desejo interminável de se encontrar, seja lá o que isso signifique, dessa vez é como se eu precisasse voltar pra base, se antes eu tentava me encontrar fugindo de mim, dessa vez eu tento me encontrar olhando pra dentro, que renasça as antigas tradições, as antigas manias e práticas que construíram quem eu sou hoje, eu devo isso a eles. Termino esse texto não da forma que eu desejo, mas com a esperança de que isso melhore, ainda alterando a data que está sendo postada colocando para o dia 4 pela tradição, mas sendo escrito e postado hoje dia 26 de dezembro depois de um natal cheio, além dessa música de HIMYM diz muito sobre pra onde eu deveria voltar, mas vejo a frente o período do renascimento, e combinando com a tradição, não poderia finalizar de outra forma se não com a frase clássica de todos os aniversários: "Espero que poder presenciar esse 4° dia do mês de dezembro por pelo menos uns 451652848 anos, e ser feliz em todos eles, que é o mais importante. Vida longa ao imperador! Até a próxima."
Obrigado por ter lido, fique bem,
O seu amigo, Bátima
Nenhum comentário:
Postar um comentário