sexta-feira, 12 de março de 2021

O ódio dos que não foram...

2021 já em março e nenhum post aqui ainda, marcha lenta depois de um ano tão ativo, mas para abrir o ano que não começou, um texto sobre um sentimento não tão presente nesses quatro anos de GRS, o ódio, mas muito relacionado a antigos dramas retratados nessas páginas.

Nesse início de temporada, vários tweets meus foram destinados a um jovem da minha sala da faculdade que eu cultivo um ódio, em partes esse ódio é bem administrado, já que ele é um entrosa, arrogante e meio chatão, mas obviamente eu jamais faria um artigo inteiro gastando palavras a uma pessoa assim. Nesse ódio está presente uma vertente já conhecida por aqui, ele como entrosa é muito extrovertido, e além de por coincidência querer roubar minha vida por querer fazer as mesmas coisas que eu, ele interage muito bem com pessoas que eu gostaria de interagir, é o ódio dos que não foram, no caso eu, não fui entrosado, mas isso está longe de parar por aqui.

Há três artigos muito importantes sobre isso, que eu faço questão de mencionar não para querer discordar com eles, como eu mesmo aponto que faria isso no futuro, mas pra apreciar essa verdadeira evolução, e também ver a real situação daqueles meus outros eus, são esses A Impopularidade, Solidão e também um pouco da minha ode a Life Is Strange com A Insegurança. E lendo artigos como o clássico A Impopularidade, o meu eu de hoje fica até um pouco assustado com o que eu dizia, sobre querer ser notado mesmo por ações ruins, hoje eu ainda entendo o que eu quis dizer, mas ainda sim parece um bilhete de alguém insano prestes a cometer uma loucurada. Também há um contraste com o da Solidão onde eu digo que acredito que ninguém se importa com nada, meio revoltado, hoje posso até estar sendo muito inocente, mas acredito que alguém possa estar interessado, mas a insegurança me diz o contrário e me diz estar incomodando, como sempre. Além disso, a questão de não achar apropriado demonstrar fraqueza em público, também se mostrou ilusão, é mais uma coisa da insegurança fazendo com que eu me envergonhe de mostrar minha alma pro público, me importando muito com o que os outros vão pensar, mais uma vez, por ser inseguro. Abrangendo também o momento depressivo da solidão, afirmando que eu era um nada, já hoje até com a prepotência de saber que sou muito, só preciso saber mostrar como sou, mas não com a prepotência da superioridade acreditando que os outros não merecem alguém como eu, um pouquinho a menos na verdade. Mas principalmente, sem mais chorar por isso colocando a culpa nos outros, e sim chamando a responsabilidade e tentando trabalhar pra ser melhor, buscando essa peça que falta no quebra cabeça, de me relacionar melhor. Porém, devo considerar a relação do Cowboy Bebop no artigo da Solidão, e levar em conta agora o Darling in the FranXX, que é meu queridinho agora e é o mais responsável por eu estar numa onda de acreditar, inclusive o próximo artigo é sobre isso.

A questão desse ódio aos extrovertidos, é que a minha busca não é mais sobre legado, como eu disse no artigo da Impopularidade, pra mim o que eu faço agora já é o suficiente pra deixar uma marca, mas é sobre encontra a minha trupe, o novo foco que eu já deixei decretado por aqui, é sobre não aceitar mais a solidão, e querer fazer essa abertura, mesmo que seja lenta, gradual e segura. O problema agora não é mais não ser notado, e sim precisar depender os outros para me colocar na conversa pra eu poder me sentir mais confortável, sentir que não sou um intruso, como a minha insegurança bem me conduz.

Por isso eu registro a minha tentativa de adaptar esse meu jeito de ser, tentar me abrir mais e começar a consertar esses meus defeitos antigos, que hoje eu coloco como prioridade, eu gosto de colocar o blog como diferentes fases, a primeira tentando me descobrir, com o dilema do vazio filosófico, a segunda com a solidão escancarada, me sentindo mal por isso e me isolando ainda mais, e agora com a vontade de me abrir, sair da Batcaverna, acreditar mais nas coisas,  me desvinculando das minhas velhas manias de me esforçar pra ser alguém diferentão meio soturno pensando que alguém do nada iria querer se aproximar de mim comigo bancando o misterioso. Ainda entraria o problema (que eu não vejo como um) de eu sempre querer viver as coisas como se fosse uma peça épica, onde tudo é incrível e extraordinário, comigo colocando meus sentimentos de forma extrema e épica. Isso eu acredito que faz parte já do meu ser enraizado, eu não gostaria de perdê-lo. Mas agora eu inicio essa vontade de me abrir para as gerais, a caminhada até aqui foi longa, mas ainda falta o último passo.

Eu não acredito que esse era pra ser um texto sobre ódio, acabou sendo muito otimista, e foi um dos poucos, talvez o segundo, que eu escrevi meio bêbado, então não deve estar muito bom. Além disso foi o primeiro artigo que escrevo com meu teclado novo, desenho vida longa ao mesmo. Vou fechar com uma música que talvez não tenha muito a ver com o contexto, mas que merece muito figurar por aqui, e bem vindo 2021, esperemos a abertura.

Obrigado por ter lido, fique bem,
O seu amigo, Bátima

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