sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

As duas décadas e à nossa redenção...

Chegou, chegou o saudoso quarto dia de dezembro, e nesse ano um superespecialismo, arrancando a primeira dezena, e alcançando as duas décadas de vida, e num ano tão atribulado, é realmente um dia para se comemorar. E se no ano passado, com os 19, eu baixava as cortinas e me perguntava "e agora?", hoje eu posso responder, agora se inicia um novo espetáculo.

Confesso que assim como 19, nunca pensei em fazer 20 anos, minha contagem era apenas até os 18, mas longe do que eu disse no ano passado, não era o fim de uma era, e sim um início, 2020 foi o ano da redenção, depois de simplesmente parar de me preocupar com as coisas que eu não tenho controle, e me entregar ao acaso, de repente veio a virada, comparando as duas cartas do future me, do meu eu de 2018 pra 2019, e o de 2019 pra agora, eu percebo a tamanha pressão que eu colocava em mim mesmo do futuro, num absurdo desespero, mas ao invés de continuar essa corrente de pressão, quando completei 19 eu apenas deixei as coisas tomaram o seu rumo.

E pra minha enorme felicidade, muitas coisas de que eu escrevi ano passado desejando pra esse ano se realizaram, como por exemplo o de sentir mais e voltar a escrever bastante nesse blog, conseguimos um texto por mês, além de ter conhecido pessoas maravilhosas, o que supre o principal desejo de 2020 estampado no tema do blog.

É claro que ainda ficam os famosos sonhos impossíveis e a diferença entre sonhos palpáveis e não palpáveis, como o anseio de ter uma banda, ser totalmente livre, entre outras coisas que jamais sairão da minha cabeça. Mas apesar de obviamente ainda não ter caído a ficha, fazer 20 anos se tornou importante pra mim, já que nesse ano me senti muito mais prendado e responsável, e também foi uma das primeiras vezes que me senti de fato velho, um adulto, já que me relacionei com muitas pessoas e vi algumas que parecem ter a mesma idade que eu ou ainda mais velhas que eu, serem mais novas, confirmando que de tanto correr da vida adulta, enfim chegou, mas isso não importa de verdade, eu ainda posso brincar no playground.

Curioso em contraste com o primeiro artigo do meu aniversário que escrevi, eu tenho uma postura meio estranha sobre aniversários, afirmando não gostar de todo esse carnaval em dezembro. Não lembro se escrevi isso só de onda, mas de lá pra cá sempre contemplo esse dia como se fosse um dia exclusivo pra mim, onde eu sou super importante. E assinando os papéis da redenção, quero me envolver em um grande abraço temporal com todos os eus que escreveu aqui nesses quatro anos, depois de tanto sofrimento, pelo menos no dia de hoje, posso dizer a vocês, estamos em paz.

Primeira etapa de dezembro concluída, dois textos de aniversário que venho preparando desde o começo do ano, ansioso para os próximos de Natal e Ano Novo. Em frente com bravura, após ter terminado de tomar a melhor Corona que já tomei, se aproximando do meu horário de nascimento, agora posso dizer, feliz aniversário pra mim, e continuando outra tradição, fecho com a clássica finalização de aniversário: "Espero que poder presenciar esse 4° dia do mês de dezembro por pelo menos uns 451652848 anos, e ser feliz em todos eles, que é o mais importante. Vida longa ao imperador! Até a próxima."


Obrigado por ter lido, fique bem,
O seu amigo, Bátima

Nenhum comentário:

Postar um comentário