terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A maiêutica do GRS...

Nem parece, mas já fazem 4 anos desde o primeiro texto nesse refinado ambiente, a 12° e última fase de 2020 trás enfim a contemplação, daquele pobre brasileirinho de 2016 que mal sabia entender o que sentia, para um pobre brasileirinho que pensa entender sobre o que sente, a caminhada foi longa. E para comemorar esses 4 anos de GRS, eu preparei uma enorme homenagem àquele garotinho de 2016, o grande criador, com uma transcrição dos dois textos que foram os precursores de tudo isso.

Antes da grande piada que deu início ao blog, minha professora de Português em 2016 passou duas atividades em que nós tínhamos que escrever sobre uma história, a primeira, salvo engano, era uma atividade de resenha, em que a sala tinha que escrever com todos os detalhes de uma resenha sobre alguma história que lhe aconteceu, e nesse momento surgiu "A grande ilusão", que foi a primeira pincelada do que virou a série Paixão também rima com Caixão que até hoje, ainda é um dos nomes mais ??? que eu criei.

Sem querer entrar em todo o contexto histórico que já foi tantas vezes explorado nesse blog, essa foi provavelmente a primeira vez que tentei expor o que eu sentia em palavras, e por mais que tenha ficado bem mequetrefe, minha professora gostou muito, inclusive ela leu essa grande história para a sala toda em alto e bom tom, e ela realmente achou criativo, o que me deu um grande impulso pra continuar, me pergunto o que ela acharia se lesse um dos meus textos atuais. E agora na íntegra, a transcrição dessa resenha acompanhada da folha original.

A Grande ilusão

    Tudo começou comigo recebendo um convite de um amigo para ir a uma praça, onde se reuniam outros amigos para conversarem e eu aceitei o convite. Chegando lá encontrei os colegas do meu amigo, me senti um pouco excluido (sic) pois eram grupos de amigos diferente (sic) mas tudo bem. O importante é que lá havia uma garota, ela era muito linda rapidamente eu me apaixonei, não foi a primeira vez em que eu havia me apaixonado rapidamente assim, mas, naquele momento eu sentia uma coisa na qual eu nunca senti antes.
    Aquele momento foi único, mas eu somente pensava que aquilo não duraria, pois eu nunca mais veria ela, pensei em uma coisa passageira, pensei errado, principalmente ao dizer que havia achado ela muito bonita, meu amigo passou uma de suas redes sociais, eu a adicionei e nunca cogitei em falar com ela, pois não tinha coragem. Minha surpresa foi ver que ela havia me chamado para conversar, eu não esperava por isso e acabei criando expectativas, pois não havia nenhum sentido isso acontecer, porque eu nem falei com ela pessoalmente eu só fiquei encarando ela o dia inteiro, mas ela havia me chamado e eu pensei que isso significava algo. Conversei bastante com ela, descobri sobre o que ela gosta e tinhamos (sic) alguns gostos em comum, eu estava cada vez me apaixonando mais.
    Fui mais vezes nos encontros com meu amigo, mas eu só queria mesmo ver aquela garota, ela é realmente muito linda, bom eu estava lá só faltava conversar com ela, eu fui cumprimenta-la (sic) e foi só isso pois fiquei corado de vergonha sem dizer uma palavra, não foi fácil, a tímidez (sic) é mais forte que eu nestes casos.
    Eu estava muito apaixonado e sem coragem alguma de dizer isso a garota, mas o pior ainda estava por vir. Depois de descobrir coisas nada gentis sobre ela, veio a bomba principal, eu descobri que ela gostava do meu amigo, o mesmo que me fez o convite no começo e meio que contribuiu para essa história. Eu já deveria ter imaginado que era mais provável ela gostar dele do que de mim.
    Toda essa história me trouxe alguns ensinamentos como o de não me apegar as pessoas principalmente os conhecidos recentemente, porque depois de tudo a garota não fala mais comigo como antigamente, também aprendi que se apaixonar a primeira vista não vai levar você a lugar algum, somente o forçara (sic)  a amar platonicamente (sic), outra coisa que tambem (sic) só fará você sofrer é esse amor platônico, essa é a ultima (sic) vez que sofro por amor não vou mais (sic). Talvez eu esteja tentando evitar sentir amor por alguem (sic), isso não é uma ideia ruim, aprecio os robos (sic), que não tem sentimentos.
    Basicamente eu consegui esquecer a garota, isso é bom, mas é claro que um dia eu esqueceria, ela está longe de ser a "mulher da minha vida". Eu sei o meu ponto de vista parece loucura, mas de médico e louco, todo mundo tem um pouco. é isso amar não é fácil, mas ainda acredito que amando a pessoa certa você encontrará a felicidade.      10/05/2016

Eu fico muito feliz de dizer que esse blog nasceu nessa folha, e pra mim ela significa demais, todos essas correções de erros e o "Cuidado com a pontuação!" no final deixa tudo mais icônico, o mais curioso é que uma amiga minha gostou tanto dessa folha que declarou uma oferta de compra da folha original, como eu sabia que era algo histórico, não existe preço para um artefato desse, seria a primeira peça do grande museu do GRS.

Já a segunda atividade era algo mais empolgante, a professora pediu pra que todo mundo escrevesse 24 palavras aleatórias em uma folha, e então pegou essas folhas e embaralhou entregando uma pra cada, e o lance era inventar uma história, incluindo todas as 24 palavras da folha que ela entregou (que estão em negrito na transcrição), e foi nessa que eu brilhei, com o incetivo de muita carícia no ego da minha professora dizendo que estava muito ansiosa pra ver minha história, eu me empolguei e escrevi este belíssimo romance trágico pra variar.

Dia Difícil

Hoje pela manhã, fiquei irritado com o meu celular, pois ele estava sem bateria, fui pegar o celular da minha mãe e a mesma não permitiu, em um ato de raiva, enfiei uma caneta em seu olho, pois ela não deixou eu jogar em seu aparelho, após isso comecei a correr sem camisa e somente com uma folha cobrindo minhas partes intimas, avistei um anel na rua, o peguei e o entreguei a uma garota que sorria de felicidade para mim, a convidei para comer um hamburguer (sic), enquanto observamos alguns passáros (sic), senti um fogo em meu peito e senti meu coração apertar, neste momento achei que estava apaixonado. Terminamos de comer e caminhamos sobre a rua, infelizmente um ladrão apareceu, ele tinha uma arma, no istindo (sic) de salvar minha donzela, reagi ao assalto, o marginal disparou, a bala acertou um balde de tinta e voltou em sua perna, por sorte era apenas uma bala de borracha, fugi com a garota em uma bicicleta, parei em uma florista e comprei um lindo buquê do rosas brancas para minha dama e a chamei para tomar um vinho, fomos de carro para um restaurante, chegando lá puxei uma cadeira para minha pitanguinha se sentar e acabei derrubando meus ocúlos (sic), os peguei de imediato, pois queria ver o cardápio que estava escrito em uma lousa, escolhi um prato e chamei um garçom que parecia meio irritado, ele também era feio, eu pedi o prato e ele me retrucou e anunciou um assalto e fez o restaurante inteiro de refém, ele foi liberando todos os clientes deixou somente eu e minha garota. A polícia esta lá fora, não sei o que ele irá fazer, ele está vindo com uma arma, ele atira na minha garota, na minha frente, ele aponta a arma em minha direção, eu escuto um disparo, vejo uma luz branca, desta vez acredito este é o meu fim.

Essa folha em especial ninguém quis comprar de mim, mas das duas, essa é com certeza minha favorita. Claro que se fosse hoje em dia, eu faria uma história muito melhor, mas confesso que ainda tenho um apreço muito grande por esse plot, de começar contando em primeira pessoa o passado, e de repente estar contando o presente em tempo real.

É muito gratificante ainda guardar essas duas folhas, não só por eu ser um acumulador, mas também por pensar naquele jovemzinho e imaginar o tanto de coisa que ainda estaria por vir, mas mesmo assim ainda ver coisas que não mudaram, como "a necessidade de conversar e contar algo foi a principal causa do nascimento do blog" parte retirada do artigo da Solidão, mas que é presente no blog desde aquela quinta feira, primeiro de dezembro de 2016, até hoje, e sem contar também o grande charme de não revisar, e ter várias coisas escritas erradas, como o clássico "cuidado com a pontuação" da minha professora, que também fez eu ter o prazer de colocar "(sic)" em um texto que é algo que eu sempre quis fazer.

Finalizando esses quatro belíssimos anos com essa grande homenagem, apesar de alguns eus do passado sempre estiveram brigados com o de 2016, sobrou pra mim a árdua tarefa de fazer as pazes com todos, agora a ceia de natal será em paz. E por falar em viagem no tempo, queria fechar com essa música maravilhosa desse filme maravilhoso, feliz aniversário GRS, que venham mais quatro anos, pra manter o clichê, parafraseando o primeiro post do blog, quando eu ainda gostava de colocar frases feitas no que eu escrevia "o futuro sempre começa agora, nunca é tarde para ser feliz.".


Obrigado por ter lido, fique bem,
O seu amigo, Bátima

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